segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Poesia de guardanapo
O meu verso mais bonito
Tá guardado bem de frente da tua casa
Ele é a visão que tínhamos da lua
Ora cheia, ora minguante
Com beleza constante
O meu verso mais bonito tá gravado no aroma
Do teu perfume de flores
Das cores que tinham a nossa essência
Uma paráfrase daquilo que sempre sonhamos
Perdemos, mas no fim achamos
O meu verso mais bonito é um soneto
Que toca as tuas mãos, e não as solta por nada
É uma quimera, e mera transcendência
Nunca foi, nunca é e nunca será em vão.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Nova Velha Era
Um dia ela perdeu a sua causa
Nos livros que a enchente levou
E lavou todo o seu estoque de "sabedoria"
Abalou seu senso crítico
E crítico seu senso ficou
Para onde leva a lei do cosmos agora, moça?
Cadê o universo que nós mortais regemos?
Ela ainda corre, ela ainda chora
Mas não percebe que anda em círculos
Que de tão rodados não tem mais saída
"Pára de se debater, garota!"
É o que clama incessantemente a voz da vida
Gastada, ferida, sofrida
Ainda não se dá por vencida.
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